Urologia pediátrica
Fimose
Entenda quando o prepúcio não retrátil faz parte do desenvolvimento e quando precisa de avaliação.
Em poucas palavras
O que é?
Nos primeiros anos, é comum que o prepúcio ainda não retraia completamente. Na ausência de dor, infecções ou cicatriz, isso pode ser uma fase fisiológica. A avaliação diferencia essa situação da fimose patológica.
Observe com calma
Sinais mais comuns
- Dificuldade persistente para expor a glande
- Dor, fissuras ou cicatriz esbranquiçada
- Inflamações repetidas do prepúcio ou da glande
Atenção
Procure atendimento sem demora se houver:
- Prepúcio retraído que não volta a cobrir a glande
- Inchaço importante, coloração arroxeada ou dor intensa
- Dificuldade importante para urinar
Na dúvida sobre a gravidade, priorize uma avaliação presencial.
Avaliação individual
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico costuma ser feito pelo exame físico, sem necessidade de exames de imagem na maioria dos casos.
Como pode ser tratado?
Quando há sintomas, o tratamento inicial pode incluir pomada com corticoide prescrita e orientada pelo médico. A cirurgia é considerada em casos selecionados, como fimose com cicatriz, sintomas persistentes ou inflamações recorrentes.
Perguntas frequentes
Dúvidas de outras famílias
Devo puxar a pele para “abrir”?
Não force a retração. Isso pode causar pequenas lesões e cicatrizes. A higiene deve respeitar o limite natural da criança.
Toda fimose precisa de cirurgia?
Não. Muitas situações fazem parte do desenvolvimento, e casos sintomáticos podem responder ao tratamento clínico.
Do acervo editorial
Outras informações sobre o tema
Fimose é normal e protetiva em bebês, mas quando persiste deve ser avaliada. É uma condição caracterizada pela dificuldade ou impossibilidade de retrair a pele (prepúcio) que cobre a "cabeça" do pênis (glande). Essa pele pode ter aderência ou não, e também poderá se apresentar na forma de um anel fibroso — um estreitamento que restringe a ponta do pênis.
A fimose patológica ocorre por lesões inflamatórias ou traumáticas do prepúcio, que dão origem à formação de tecido cicatricial (anel fibrótico constritor). Balanopostite, traumatismos prepuciais ou a balanite xerótica obliterans (BXO) constituem algumas das causas mais frequentes para a fimose patológica.
BALANOPOSTITE
É uma inflamação que acomete o prepúcio, a glande ou ambos. Na maioria dos casos, sua causa é irritativa. Entretanto, pode ocorrer também devido a um processo infeccioso, secundário à irritação amoniacal (dermatite devido à tração das fraldas), por exemplo.
Assim, ao exame físico, pode-se notar eritema na região, exsudato e edema no prepúcio. Afeta mais comumente crianças entre 2 e 5 anos.
BALANITE XERÓTICA OBLITERANTE
É uma dermatose do prepúcio que gera engrossamento, rigidez e cicatrizes na região. É uma doença frequente, de etiologia desconhecida e que pode afetar também a glande, o meato e a uretra.
Algumas crianças podem apresentar dificuldades na micção ou o chamado balão miccional (balão de urina formado na ponta do pênis quando a criança começa a urinar).
TRATAMENTO
A fimose patológica raramente resolve com a terapia médica e requer na grande maioria dos casos a realização de cirurgia corretiva.
No Brasil a técnica cirúrgica mais frequente é a postectomia, que consiste na remoção da parte distal do prepúcio, para manter a glande parcialmente coberta e protegida no pós-operatório.
Cirurgia Pediátrica
NOVO ENDEREÇO
Rua José Bonifácio, 2355, Sala 1308 | Santa Maria-RS
Quando um bebê do sexo masculino nasce, na maioria dos casos ele apresenta o prepúcio, dobra da pele que protege o pênis, aderido à extremidade do órgão, a glande. A incapacidade de retrair o prepúcio é definida como FIMOSE, que pode ser: FISIOLÓGICA ou PATOLÓGICA. Hoje iremos abordar o primeiro tipo.
• PRIMÁRIA ou FISIOLÓGICA: ocorre em quase todos os recém-nascidos e resolve espontaneamente em cerca de 90% dos meninos nos primeiros 5 anos de vida.
À medida que a criança cresce, ocorrem alterações da pele e mucosa do prepúcio que ajudam a resolver a fimose.
A retração forçada do prepúcio nos bebês é totalmente desaconselhada, pois pode causar pequenas feridas e a cicatrização das mesmas provocar um aperto ainda maior, dificultando a retração posteriormente.
Enquanto o bebê usar fraldas, se não tiver infeções urinárias ou da pele do prepúcio (balanites), a manipulação da pele do prepúcio limita-se à limpeza suave durante o banho e muda da fralda.
Após o desfralde, a abordagem depende de menino para menino: se já houver algum alargamento do prepúcio e for possível retrair parte da pele, podem iniciar-se então movimentos suaves de retração, isto é, ir puxando a pele para trás diariamente — e sem forçar — e ensinar a criança a fazer o mesmo antes de fazer xixi e durante a higiene diária.
Higiene local é a melhor maneira de prevenir a fimose e evitar as postites (infecção ou inflamação do prepúcio). A fimose secundária ou patológica, será o tema da próxima postagem.
Fimose é uma condição em que a pele do prepúcio não pode ser retraída sobre a glande (extremidade do pênis). Ao nascimento, apenas 4% dos recém-nascidos possuem exposição completa da glande. Não há motivo para se alarmar pois cerca de 90% destes, por volta dos 3 anos de idade, terão retração prepucial normal.
NEM SEMPRE É FIMOSE
Prepúcio aderido à glande não é fimose. Excesso de pele no prepúcio não significa fimose. Prepúcio avermelhado ou inflamado não é fimose.
QUANDO OPERAR UMA CRIANÇA DE FIMOSE?
Ao detectar algum problema o pediatra avaliará a criança e a encaminhará para que seja examinada por um cirurgião pediátrico. Quando indicado e de acordo com a avaliação do médico responsável, o tratamento poderá ser realizado com medicação tópica específica ou cirurgia.
COMO É A OPERAÇÃO?
Se o cirurgião pediátrico achar que é necessário o tratamento cirúrgico, chamado de Postectomia, o procedimento deverá ser realizado em ambiente adequado, normalmente sob anestesia geral e sob os cuidados de um anestesista. Como todo procedimento cirúrgico, a postectomia, mesmo sendo uma cirurgia simples, não é completamente isenta de riscos.
LEMBRE-SE QUE NEM SEMPRE É NECESSÁRIO OPERAR DE FIMOSE
Na maioria das vezes não é necessário operar fimose. O mais comum é que o pediatra inicie o tratamento tópico com pomadas específicas e que solicite o parecer do cirurgião pediátrico que, com tranquilidade e propriedade, conduzirá o caso, tentando acalmar os pais e evitando, tanto o quanto o possível, o trauma cirúrgico.
Conteúdo adaptado para linguagem acessível a partir do acervo editorial e de referências especializadas. Não substitui avaliação individual.
EAU — Diretriz de Urologia Pediátrica: fimose ↗
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