Urologia pediátrica

Criptorquidia

Quando um ou os dois testículos não estão na bolsa escrotal, o acompanhamento tem tempo certo.

Em poucas palavras

O que é?

Na criptorquidia, um ou ambos os testículos não estão posicionados no escroto. Parte dos casos se resolve nos primeiros meses, mas a persistência precisa de avaliação especializada.

Observe com calma

Sinais mais comuns

  • Bolsa escrotal vazia ou assimétrica
  • Testículo percebido na região da virilha
  • Testículo que antes estava no escroto e deixou de permanecer ali

Atenção

Procure atendimento sem demora se houver:

  • Dor súbita e forte na virilha ou no escroto
  • Inchaço, vermelhidão, náuseas ou vômitos
  • Recém-nascido com os dois testículos não palpáveis e alteração genital associada

Na dúvida sobre a gravidade, priorize uma avaliação presencial.

Avaliação individual

Como é feito o diagnóstico?

O exame físico diferencia testículo não descido, retrátil e não palpável. A equipe define se exames adicionais são necessários.

Como pode ser tratado?

Se o testículo não descer espontaneamente nos primeiros meses, o tratamento cirúrgico costuma ser planejado ainda no início da infância para posicioná-lo no escroto.

Perguntas frequentes

Dúvidas de outras famílias

O testículo ainda pode descer sozinho?

Isso pode ocorrer nos primeiros meses de vida. Depois desse período, a descida espontânea se torna menos provável.

Ultrassom é sempre necessário?

Não. O exame físico especializado costuma orientar a conduta; a imagem é indicada apenas em situações específicas.

Do acervo editorial

Outras informações sobre o tema

ABSCESSO PERIANAL EM LACTENTES: fique atento aos sinais da fralda!

Esta doença bastante comum nos primeiros meses de vida dos bebês apresenta-se como uma bolinha vermelha muito dolorosa que surge próximo à margem do ânus. O abscesso perianal é uma infecção de uma glândula que secreta muco no canal anal.

Felizmente, e ao contrário do que acontece nos adultos, abscesso perianal do lactente tem uma maior tendência a fechar sem necessidade de tratamento cirúrgico. Caso não seja detectado precocemente, poderá haver necessidade de drenagem cirúrgica.

SINTOMAS

Dor e desconforto perianal que normalmente é constante e pode se manifestar na forma de choro ou irritabilidade do bebê;

Irritação da pele ao redor do ânus que se manifesta por: Inchaço, vermelhidão e/ou saída de secreção purulenta;

Prisão de ventre ou dor durante as evacuações.

A formação dos abscessos perianais não tem relação com a questão da higiene e sim com uma predisposição anatômica das criptas anais ao permitir passagem das fezes mais líquidas, muito comum nessa faixa etária de recém-nascidos e lactentes.

Cirurgia Pediátrica

Material educativo

Conteúdo adaptado para linguagem acessível a partir do acervo editorial e de referências especializadas. Não substitui avaliação individual.

EAU — Diretriz de Urologia Pediátrica: testículo não descido ↗

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